Paracetamol
27 de setembro de 2008 por Editorial
Canal Medicamentos
PARACETAMOL
Sinonímia
Acetaminofeno.
Apresentações
Comprimido 500 mg.
Solução oral 200 mg/mL.
Indicações
Dor leve a moderada.
Febre.
Tratamento de enxaqueca.
Contra-indicação
Hipersensibilidade ao paracetamol.
Precauções
Cautela em pacientes com disfunção hepática (ver apêndice C) e renal (ver
apêndice D) e alcoolistas.
A hepatotoxicidade ocorre com dose única de 10 a 15 gramas.
Controlar doses máximas diárias em crianças.
Crianças menores de 3 meses não devem utilizar paracetamol a não ser sob
supervisão médica.
Paracetamol tem pouca eficácia antiinflamatória em doses terapêuticas.
Paracetamol tem menor eficácia do que ácido acetilsalicílico em enxaqueca e
cefaléia tensional.
Categoria de risco na gravidez (FDA): B.
Esquemas de administração
Adultos
Febre, dor leve a moderada e enxaqueca
De 500 a 1.000 mg, por via oral, a cada 4 horas; dose máxima diária: 4 g.
Crianças
Febre e dor leve a moderada
De 15 a 30 mg/kg/dose, por via oral, a cada 3 a 4 horas, por não mais de 5
dias.
De 1 a 3 meses: 30-60 mg, por via oral, a cada 8 horas.
De 3 meses a 1 ano: 60-120 mg, por via oral, a cada 4 a 6 horas (máximo
de 4 doses em 24 horas).
De 1 a 5 anos: 120-250 mg, por via oral, a cada 4 a 6 horas (máximo 4
doses em 24 horas).
De 6 a 12 anos: 250-500 mg, por via oral, a cada 4-6 horas (máximo de 4
doses em 24 horas).
Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes
Início de efeito: 15 minutos.
Pico de efeito: 30 a 60 minutos.
Duração de efeito: 3 a 4 horas.
Meia-vida de eliminação: 1 a 3 horas.
Metabolismo: hepático.
Excreção: renal (1 a 4% não alterada).
Efeitos adversos
São raros e geralmente leves.
Rash.
Desordens sangüíneas.
Hepatotoxicidade.
Reações de hipersensibilidade.
Interações medicamentosas
Aumento do efeito de paracetamol: etanol, anticoagulantes orais, carbamaze-
pina, diflunisal, isoniazida, zidovudina, sulfimpirazona.
Diminuição de efeito de paracetamol: fenitoína.
Paracetamol pode reduzir a depuração do bussulfano.
Orientações ao paciente
Alertar para não utilizar doses acima de 4 gramas/24 horas.
Alertar para risco de intoxicação com outros medicamentos, já que muitas
associações medicamentosas de venda livre contêm paracetamol.
Alertar que uso simultâneo de várias preparações pode resultar em superdo-
se do fármaco.
Orientar para ingerir o medicamento com 250 mL de água.
Orientar que pode ser ingerido com ou sem alimentos.
Não ingerir bebida alcoólica enquanto estiver utilizando este medicamento.
Aspectos farmacêuticos
Proteger da luz, calor e umidade e manter entre 15 e 30 °C.
Dipirona sódica
27 de setembro de 2008 por Editorial
Canal Medicamentos
DIPIRONA SÓDICA
Apresentações:
Solução injetável 500 mg/mL.
Solução oral 500 mg/mL.
Indicações:
Tratamento de dor e febre.
Contra-indicações:
Discrasias sangüíneas.
Supressão da medula óssea.
Idiossincrasia à dipirona sódica.
Crianças com menos de 3 meses de idade ou pesando menos de 5 kg.
Precauções:
Cautela em pacientes com doença cardíaca, hipertensão arterial sistêmica,deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase, infecção pré-existente, porfiria, insuficiências hepática (ver apêndice C) e renal (ver apêndice D).
Dipirona sódica deve ser administrada pelo período mais curto possível.
Gravidez (ver apêndice A).
Esquemas de administração:
Adultos:
Dor de leve a moderada e febre
De 0,5 a 1 g, por via oral, a cada 4 a 6 horas. Dose máxima diária: 3-4 g.
De 0,5 a 1 g, por vias subcutânea, intramuscular, ou intravenosa, a cada 6
a 8 horas.
Crianças:
Dor de leve a moderada e febre
Dar 20 mg/kg, por via oral, até 4 vezes ao dia.
De 5 a 8 kg: 50 mg, por via intramuscular, a cada 6 a 8 horas.
De 9 a 15 kg: 100 mg, por vias intramuscular ou intravenosa, a cada 6 a 8
horas.
De 16 a 23 kg: 150 mg.
De 24 a 30 kg: 200 mg.
De 31 a 45 kg: 250 mg.
Administração:
Em adultos e crianças, a administração intravenosa deve ser muito lenta
para evitar reações hipotensivas.
a velocidade de infusão não deve exceder a 500 mg de dipirona sódica/minuto.
Aspectos farmacocinéticos clinicamente relevantes:
Início do efeito: 30 a 60 minutos.
Pico do efeito: 4 a 6 horas.
Meia-vida de eliminação: 2 a 3 horas.
Metabolismo: intestinal e hepático.
Excreção: renal.
Efeitos adversos:
Hipotensão,rash cutâneo, urticária, necrólise epidérmica tóxica, síndrome de Lyell.
Diaforese.
Porfiria intermitente aguda.
Náuseas, vômitos, irritação gástrica, xerostomia.
Agranulocitose, anemia hemolítica, anemia aplásica, trombocitopenia, leucopenia.
Anafilaxia, broncoespasmo, alveolite, pneumonite, vasculite, hepatite.
Sonolência, cansaço, dor de cabeça.
Insuficiência renal aguda, nefrite intersticial aguda.
Interações medicamentosas:
Aumento dos efeitos de dipirona: cetorolaco, clopidogrel, heparinas, inibido-
res da recaptação de serotonina.
Dipirona pode reduzir o efeito antiplaquetário do ácido acetilsalicílico.
Dipirona aumenta concentrações plasmáticas dos aminoglicosídeos.
Dipirona aumenta a atividade e risco de sangramento de anticoagulantes.
Dipirona aumenta o risco de toxicidade de ciclosporina.
Dipirona aumenta o risco de toxicidade dos antidepressivos tricíclicos.
Dipirona reduz efeito diurético e eficácia anti-hipertensiva de diuréticos tia-
zídicos.
Dipirona reduz a excreção de lítio e metotrexato, com aumento do risco de
toxicidade.
Dipirona aumenta o risco de hipoglicemia de sulfoniluréias.
Orientações aos pacientes:
Orientar para evitar uso prolongado.
Reforçar a necessidade de reportar a presença dos seguintes sintomas: lesões inflamatórias nas mucosas - como orofaríngea, anorretal ou genital - febre,sangramentos.
Aspectos farmacêuticos:
Solução injetável deve ser armazenada em sua embalagem original e protegi- da da luz.
Pode ser diluída em solução de glicose a 5%, solução de cloreto de sódio a 0,9% ou solução de Ringer lactato.
As soluções diluídas de dipirona sódica devem ser administradas imediatamente, visto que sua estabilidade é limitada.
Devido à possibilidade de incompatibilidade, solução de dipirona sódica não deve ser administrada com outros medicamentos injetáveis.
A dipirona sódica deve ser utilizada imediatamente após abertura da ampola.
Qualquer solução remanescente após o uso deve ser descartada.
A solução oral deve ser armazenada à temperatura ambiente (entre 15 e 30 °C), ao abrigo de luz e umidade.

