Quanto mais cedo se experimenta álcool mais chances de se viciar

30 de setembro de 2008 por Camila Guedes  
Canal Medicina & Saúde

Estudo indica que beber álcool antes dos 15 anos de idade aumenta o risco de uma pessoa se tornar alcoólatra.

Pesquisa do Instituto Nacional de Abuso do Álcool e Alcoolismo sugere que o cérebro dos adolescentes é mais propenso a ligar o álcool ao prazer, pois ele está em uma fase de rápido desenvolvimento.

No estudo, meninos e meninas foram divididos em três grupos: os que experimentaram algum tipo de bebida alcoólica antes dos 15 anos, as crianças que tiveram seu primeiro contato com o álcool entre os 15 e os 17 anos, e aqueles que tomaram a primeira dose com 18 anos ou mais.

Os cientistas constataram que, se comparados com as crianças do último grupo, as outras tinham uma maior probabilidade de se tornarem alcoólatras quando adultas, pois experimentaram bebidas mais cedo.

Ao levar em conta fatores como a duração de exposição a bebidas alcoólicas, os especialistas verificaram que a relação que foi verifica não foi alterada. Por isso, eles acreditam que os pais não devem de forma alguma oferecer bebida a alguém com menos de 15 anos para evitar que esse jovem venha a ter problemas com álcool no futuro.

1ª de outubro, Dia Nacional de Doação de Leite Humano

30 de setembro de 2008 por Camila Guedes  
Canal Qualidade de Vida

A data será comemorada em um evento no Museu Histórico Nacional no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, e a madrinha da campanha deste ano, a atriz Camila Pitanga, serão as figuras de destaque da festa.

A iniciativa é do Ministério da Saúde em parceria com a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (Rede BLH-BR) e duas unidades da Fiocruz - o Instituto Fernandes Figueira (IFF) e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict).

O Dia Nacional de Doação de Leite Humano, 1ª de outubro, foi instituído pelo Ministério da Saúde em 2003 e tem como objetivo conscientizar a população brasileira da importância do leite materno para os recém-nascidos, além de estimular mães saudáveis a se tornarem doadoras.

O Ministério da Saúde recomenda que o leite materno seja o único alimento ingerido pelo bebê nos primeiros seis meses de vida. Ele oferece proteção para a criança, aumentando a sua imunidade, prevenindo diarréias, distúrbios respiratórios, otites e infecções urinárias.

Como algumas mães têm pouco leite e existem bebês que são órfãos ou não podem ser amamentados por suas mães por algum motivo, os bancos de leite se tornam muito importantes para que a saúde de tais crianças consiga ser mantida. Por isso é tão importante que as lactantes doem o seu leite e ajudem aos recém-nascidos que não têm acesso ao leite materno.

Quem estiver interessada em doar o excesso de leite ou receber orientação em relação à amamentação, devem ligar para o SOS Amamentação pelo telefone 0800 268877.

Tamanho do bebê influencia no risco dele ter câncer de mama

30 de setembro de 2008 por Camila Guedes  
Canal Medicina & Saúde

Bebês que nascem com o comprimento e o peso acima da média têm mais chances de desenvolver câncer de mama quando adultos.

Pesquisadores da London School of Hygiene and Tropical Medicine estudaram 32 pesquisas anteriores sobre o câncer de mama e descobriram que o tamanho do bebê pode explicar 5% de todos os casos de câncer de mama.

Ao analisarem os dados de 20 mil mulheres diagnosticadas com a doença e outras 600 mil saudáveis, os especialistas chegaram a conclusão de que o peso, a circunferência da cabeça e especialmente o comprimento de um bebê quando ele nasce influenciam nas chances da criança em questão desenvolver câncer de mama quando adulto.

Os especialistas explicam que nas meninas que nascem com mais de 51 centímetros o risco de desenvolver a doença, até os 80 anos, é de 11,5 a cada 100 bebês, enquanto para as mulheres que nascem com menos de 49 centímetros o risco é de 10 para 100.

Apesar dos resultados, os pesquisadores ainda desconhecem o porquê de o tamanho do bebê influenciar no risco dele ter câncer de mama. Entretanto, eles acreditam que a descoberta não pode ser ignorada, principalmente por mulheres que se encaixam no perfil descrito, ou seja, nasceram maiores que a média.

Acredita-se que o fenômeno esteja relacionado a quantidade de estrogênio e outros hormônios aos quais o bebê é exposto dentro da barriga da mãe. Mas ainda são necessários muitos estudos para saber como o ambiente intra-uterino afeta na propensão de se ter ou não a doença.

Por enquanto a pesquisa tem um caráter apenas preventivo, pois aquelas mulheres que sabem que nasceram com o comprimento e o peso maiores que a média podem se prevenir contra o câncer de mama.

Pesquisa estuda os motivos da narcolepsia

29 de setembro de 2008 por Camila Guedes  
Canal Qualidade de Vida

A condição que causa sonolência diurna e fraqueza muscular repentina pode ter causas genéticas.

Pesquisadores japonês encontraram uma variante genética ligada a um maior risco de se desenvolver narcolepsia.

A descoberta, publicada na revista journal Nature Genetics, indica que a doença está ligada a genes que envolvem a regulação do sono. Os especialistas responsáveis pelo estudo afirmam que a descoberta pode ajudar a revelar quais são as causas da narcolepsia.

A exótica doença causa muitos problemas ao portador, pois as pessoas que sofrem com o mal podem cair no sono independente do que estão fazendo. Durante qualquer atividade, como dirigir, trabalhar ou conversar com um amigo eles pode simplesmente dormir.

Além disso, é comum que algumas pessoas que têm narcolepsia também sofram de cataplexia. Doença caracterizada por uma súbita atonia muscular que provoca a queda do doente, que fica consciente, mas incapaz de falar ou de se mexer. Os ataques geralmente são detonados por emoções fortes como o riso, surpresa, medo ou raiva.

As causas para a narcolepsia ainda não foram totalmente reveladas, apesar de alguns cientistas acreditarem que ela esteja ligada aos baixos níveis de uma proteína denominada hipocretina, que manda sinais para o cérebro sobre dormir e ficar acordado.

Entretanto, existem fortes evidências de que a doença tenha motivos genéticos, pois é comum pessoas de uma mesma família apresentarem o mal.

Foi considerando isso que uma equipe da Universidade de Tokyo começou a procurar as variantes genéticas que podem estar por trás do problema.

Os especialistas analisaram o código genético de muitos voluntários, alguns com narcolepsia, alguns sem, para procurar por diferenças genéticas que poderiam estar ligadas ao aparecimento da doença. Ao fim do experimento, eles descobriram que os japoneses tinham 79% mias chances de sofrerem com o mal.

A descoberta está ligada a dois genes, o CPT1B, a o CHKB, que já haviam sido apontados como possíveis candidatos a estarem envolvidos com o distúrbio, pois os dois possuem papéis importantes na regulação do sono.

Os pesquisadores acreditam que a descoberta pode indicar o caminho para entender os mecanismos responsáveis pelo mal, em especial o que causa os baixos níveis de hipocretina nos doentes.

Apesar dos resultados, eles ainda são preliminares, pois os cientistas apenas identificam quais pessoas tem uma predisposição genética para ter a doença, e não o porquê de algumas desenvolverem o mal e outras não.

Estatinas retardam o envelhecimento de artérias

29 de setembro de 2008 por Camila Guedes  
Canal Medicina & Saúde

Pesquisa sugere que substância geralmente usada para combater o colesterol pode ajudar na recuperação de células do coração.

Especialistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, realizaram um estudo que indica que as estatinas, substâncias utilizadas no combate ao colesterol, podem retardar o envelhecimento das artérias.

Os pesquisadores descobriram que as estatinas instigam a produção de uma proteína (NBS-1) que detecta os danos no DNA das células arteriais possibilitando a sua rápida recuperação e atrasando o seu envelhecimento.

A descoberta pode ajudar principalmente aquelas pessoas que têm problemas de coração, pois as suas artérias envelhecem mais rapidamente do que deveriam.

Isso acontece porque as células arteriais de pacientes com doenças cardíacas se dividem entre 7 e 13 vezes mais que o normal, o que resulta em um envelhecimento precoce do coração, pois as células do corpo humano só conseguem se dividir um número limitado de vezes.

Considerando isso, os cientistas acreditam que a descoberta é bastante importante para pessoas com problemas cardíacos, pois as células arteriais envelhecidas não funcionam tão bem quanto às jovens e não são tão eficientes em impedir o bloqueio de artérias por depósitos de gordura.

Ao aumentar os níveis de proteína NBS-1 no organismo a recuperação do DNA de células do coração é acelerada, o que aumenta o seu tempo de vida e previne o seu envelhecimento.

Os cientistas acreditam que se as estatinas tiverem os mesmos efeitos em outras células, elas podem até ajudar pacientes de câncer a não sofrerem tanto com os efeitos colaterais de tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia, pois elas protegerão as células do doentes.

Próxima página »