A saúde dos executivos brasileiros anda mal
31 de agosto de 2008 por Editorial
Canal Qualidade de Vida
Pesquisa recente divulgou dados que podem assustar muitos executivos no que diz respeito a saúde.
Um estudo realizado pelo Albert Einstein Medicina Diagnóstica revelou que a saúde dos executivos brasileiros é preocupante.
Participaram da pesquisa 4 mil pessoas, sendo que a maioria delas era composta de executivos.
Entre os anos de 2004 e 2006 observou-se que do total de participantes, 76% consideravam levar uma vida estressante e 72% deles afirmaram serem ansiosos. Em relação à depressão, cerca de 6% revelaram sofrer do mal.
Além da questão psicológica, existem os fatores físicos também, pois 76% dos participantes são sedentários e 13% hipertensos.
A obesidade e o sobrepeso se mostraram presentes como um dos maiores fatores de risco para a saúde dos executivos. A doença afeta 76% dos homens avaliados e 26% das mulheres.
Quanto as enfermidades cardiovasculares, 14% dos participantes apresentaram riscos intermediários ou avançados de desenvolver patologias desse tipo.
O tabagismo também se mostrou um problema relevante em relação à saúde das 4 mil pessoas avaliadas, pois 20% delas são fumantes. Assim como o álcool, que afeta de forma significativa 12% dos participantes.
Equipamento que faz paraplégico andar custará 20 mil dólares
31 de agosto de 2008 por Editorial
Canal Medicina & Saúde
Uma empresa israelense desenvolveu um exoesqueleto que permite que pessoas que não têm o movimento das pernas andem novamente.
A invenção foi desenvolvida por Amit Goffer, o fundador da Argo Medical Technologies. Ela foi batizada de ReWalk e permite que a pessoa paraplégica possa se levantar, andar e até mesmo subir escadas sem a ajuda de ninguém.
Apesar de não devolver a função das pernas para os usuários, o equipamento traz a auto-estima e a dignidade de volta, pois a pessoa estará novamente da mesma altura que uma pessoa normal e não precisará de ajuda para realizar tarefas corriqueiras como subir escadas.
O equipamento está sendo testado, mas em breve deve estar no mercado, por volta de 2010. Ele custará a mesma coisa que as mais modernas cadeiras de roda que já estão sendo vendidas, cerca de 20 mil dólares.
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Cientistas conseguiram produzir sangue em laboratório
22 de agosto de 2008 por Editorial
Canal Medicina & Saúde
Pesquisadores americanos criaram glóbulos vermelhos usando células-tronco embrionárias de seres humanos.
Os cientistas realizaram a experiência em parceria com a Clínica Mayo, em Minnesota, e com a Universidade de Illinois, em Chicago. Eles acreditam que a técnica poderá alimentar os bancos de sangue de todo o mundo no futuro, ajudando as pessoas que precisam de transfusão.
Os pesquisadores explicaram que primeiramente eles conseguiram criar os hemagioblastos, que vêm antes dos glóbulos vermelhos, e só depois as células sanguíneas maduras. A técnica consiste em expor culturas de células-tronco embrionárias a nutrientes e compostos que possibilitam o seu crescimento.
Depois o desafio foi fazer com que essas células expelissem seus núcleos, como aconteceria dentro do corpo humano. Segundo Robert Lanza, o cientista que chefiou a experiência, em entrevista dada a BBC, apesar dessa ter sido uma das fases mais temidas do estudo eles conseguiram realizá-la com êxito.
Os cientistas ainda afirmaram que conseguiram produzir um número significativo de células, cerca de 100 bilhões de glóbulos vermelhos.
Testes feitos para verificar se os glóbulos vermelhos artificiais conseguiam liberar oxigênio com a mesma eficiência que as células normais indicaram que eles são capazes sim de realizar tal tarefa.
O objetivo agora é produzir células sanguíneas do tipo O negativo, o sangue considerado doador universal, para que ele possa ser usado por qualquer pessoa que precise de transfusão.
A técnica que pode significar o fim dos problemas da insuficiência das transfusões de sangue começará a ser testadas em animais em breve.
Grávidas que enjoam mais têm mais chances de ter meninas
22 de agosto de 2008 por Editorial
Canal Medicina & Saúde
Diversos estudos sugerem que as mulheres que têm mais enjôos durante a gravidez são aquelas que costumam ter filhas mulheres.
Um estudo desenvolvido recentemente por epidemiologistas da Universidade de Washington observou grávidas com uma condição chamada “hyperemesis gravidarum”, que causa enjôos muito fortes, e gestantes que não tinham as comuns náuseas observadas durante a gestação.
Ao todo eram 11.893 gestantes, sendo que 9.783 faziam parte do segundo grupo, ou seja, aquelas que não enjoavam, e 2.110 do primeiro grupo, mulheres que chegaram a ser hospitalizadas por causa dos enjôos no primeiro trimestre de gravidez.
Ao final do estudo os pesquisadores descobriram que quanto mais doente uma grávida estava mais chances de ter uma filha menina ela tinha.
Outras pesquisas publicadas em revistas como a “The Lancet” e “Epidemiology”, tiveram resultados parecidos. O motivo para que isso aconteça ainda não é claro, mas acredita-se que seja por causa de hormônios liberados pelo feto feminino durante a gestação.
Cientistas curam roedor aidético
15 de agosto de 2008 por Editorial
Canal Medicina & Saúde
Cientistas americanos conseguiram curar roedor que tinha o vírus HIV usando terapia genética.
Pesquisadores da Universidade Harvard, de Boston, se utilizaram de uma técnica vencedora do Prêmio Nobel de Medicina em 2006 e conseguiram a façanha de eliminar o vírus HIV de um ser vivo.
Os estudiosos liderados pela cientista indiana Premlata Shankar, fizeram moléculas de RNA que desligam dois genes do vírus HIV e um gene de uma proteína dos linfócitos T. Ao terem um de seus genes desligado, essas células, que são as mesmas que são atacadas pela Aids, não são reconhecidas pelo vírus e ele não consegue mais infectá-las.
Como apenas injetar o RNA no corpo do doente não bastaria para que ele encontrasse os linfócitos T, a Pesquisadora Shankar e sua principal colaboradora, Priti Kumar descobriram uma forma de ligar a molécula a um anticorpo para que ele próprio levasse o RNA ao seu destino possibilitando assim o combate a doença.
A descoberta descrita na revista Cell é a primeira que usa animais criados artificialmente no combate ao HIV. Isso é extremamente significativo na evolução das pesquisas sobre a Aids porque nenhum outro animal além do homem contrai o vírus HIV.
Os camundongos humanizados, desenvolvidos pelo laboratório de Leonard Schultz, da Universidade de Massachusetts, permitem que os cientistas estudem o vírus in vivo, ou seja, não apenas em culturas de células, mas também em animas vivos.
Segundo os pesquisadores, mesmo que a técnica não signifique a cura da AIDS para humanos, ela pode trazer muitos benefícios às pessoas que tem a doença, principalmente porque a técnica não se mostrou tóxica nos experimentos com ratos.

